quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Escrituração Zootécnica - VII

::
Na terceira parte deste artigo concluímos, definitivamente, que a finalidade da Escrituração Zootécnica e o que interessa ao criador são as informações geradas a partir dos dados coletados em campo (fazenda). Mas, de que dados estamos falando? Quais, quantos e de que tipos? Didaticamente, podemos agrupar esses dados da seguinte maneira: (1) Identificação; (2) Desenvolvimento; (3) Reprodução; (4) Sanidade; (5) Avaliação; e (6) Manejo.

4. Sanidade:

Entende-se por pecuária de resultado aquela assentada sobre o tripé saudável: Nutrição, Sanidade e Genética. O desequilíbrio de qualquer uma dessas pernas implica perdes consideráveis e até mesmo fracasso do negócio. De nada adianta boa pastagem e animais de alto valor genético se estes estiverem doentes.

O manejo sanitário consiste num conjunto de práticas específicas e sistemáticas destinadas à prevenção de doenças e a manutenção da saúde e do bem-estar do animal. Para isso é necessário que sejam adotadas, sistematicamente, medidas de higiene e de profilaxia sanitária e, também, medidas de profilaxia médica.

Uma das principais atividades do correto manejo sanitário é o registro das ocorrências de doenças dentro do rebanho. O registro, por sua vez, para produzir resultados (informações) precisa conter: (1) nome da doença; (2) número do animal doente; (3) data da ocorrência; (4) medicamento aplicado; (5) resultado do tratamento. Esses dados formarão a base que servirá para a geração informações úteis que auxiliarão no correto manejo sanitário.

Dentre as medidas preventivas importantes destacam-se as vacinações periódicas contra os seguintes patógenos: Clostridiose, Febre aftosa, Brucelose, botulismo, raiva, ceratoconjutivite, gangrena gasosa, carbúnculo hemático, leptospirose, pasteurelose.

Das medidas curativas, destacam-se as vermifugações periódicas e estratégias; o combate aos carrapatos, aos bernes e à mosca do chifre, entre outras. Contra os helmintos são aplicados medicamentos com os seguintes princípios ativos: Ivermictina, Tiabendazol, Mebendazol, Cambendazol, Oxfendazol, Fembendazol, Oxibendazol, Levamisol, Febantel, Doramectina, Pirantel, entre outros.

O software Capataz® dispõe de recursos que permitem ao criador exercer rígido controle sobre as práticas sanitárias. De praxe, os formulários para registros dos tratamentos realizados são amigáveis e muito fáceis de usar. Pouquíssima digitação, pois os dados, em sua maioria, são inseridos utilizando-se os recursos ‘Downchoice’ e ‘Downderevedchoose’.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Escrituração Zootécnica - V

::
Na terceira parte deste artigo concluímos, definitivamente, que a finalidade da Escrituração Zootécnica e o que interessa ao criador são as informações geradas a partir dos dados coletados em campo (fazenda). Mas, de que dados estamos falando? Quais, quantos e de que tipos? Didaticamente, podemos agrupar esses dados da seguinte maneira: (1) Identificação; (2) Desenvolvimento; (3) Reprodução; (4) Sanidade; (5) Avaliação; e (6) Manejo.

Na quarta parte comentamos sobre os elementos do grupo Identificação, suas particularidades, importância e como o Capataz® lida com eles. Trataremos, agora, do grupo Desenvolvimento.

No âmbito do segmento pecuário, podemos definir que o desenvolvimento do animal é medido pelo seu peso corporal vivo, desde o nascimento. Assim, o peso ao nascer, pesos em diversas idades (de interesse estratégico), peso à primeira cobertura, peso ao primeiro parto, etc. e etc. são dados relevantes em uma atividade pecuária.

Notadamente, o peso ao nascer (PN) é um fator crítico em qualquer raça. Animais que nascem com baixo peso em relação ao padrão da raça, terão dificuldade em desenvolver-se adequadamente. Muitos nem sobrevivem; morrem no periparto. Mas, e daí que o animal nasceu leve, levinho de dá dó?! Bem, a princípio a mãe é a culpada, parcial ou totalmente. Pode ser em parte, quando ela possui todos os quesitos de uma boa matriz, porém o infeliz do criador não lhe deu o devido tratamento e cuidados necessários antes e durante a gestação.

Geralmente, o pecador é o criador mesmo! Não têm o devido cuidado, necessário, com as primíparas, por exemplo. A fêmea de primeira cria, geralmente, é ainda muito jovem e, em alguns casos, jovem demais. Essa fêmea ainda está em crescimento; Necessita de alimentação de qualidade, bem balanceada e dobrada, principalmente no terço final da gestação. Caso não se observe isso, é certo que a cria irá nascer fraquinha, mixuruca mesmo. E o pior: a própria mãe está, praticamente, condena como matriz produtiva! O fato de ter sido mal alimentada, em fase tão delicada, seu desenvolvimento ficou prejudicado e o tempo perdido dificilmente será recuperado.

A condição corporal da matriz antes da cobertura é, também, fundamental. Se magra, terá dificuldade de entrar em cio. Se for daquelas arretada que emprenham de qualquer jeito, certamente terá dificuldade na consecução da gestação. Isso é fato, e não se discute. Se obesa, também não é bom. Terá problemas para emprenhar, entre outras coisas. Então, nem magra, nem gorda; tem que está no ponto! Na escala de 1 a 5, onde 1 é magrela e 5 é obesa, 3 e 4 é o ideal para o escore corporal da matriz na fase de cobertura.

Bem, vamos então supor o caso de um animal que nasceu com o peso ideal para o padrão da raça. O que fazer; não precisa acompanhar seu desenvolvimento? Não será preciso pesá-lo periodicamente? Sim, precisa pesar sim senhor! Apesar de ser bem-nascido, o seu desenvolvimento ponderal deverá está dentro do padrão da raça; senão esse animal lhe dará prejuízo! Além disso, o acompanhamento, sistemático, do desenvolvimento ponderal é, também, um ponto de controle da matriz no que se refere à habilidade materna. Veja; enquanto o animal estiver ao pé (mamando), sua alimentação é basicamente constituída do leite da mãe. Ora, se a mãe produz pouco leite e mesmo leite de pouca qualidade, fatalmente o desenvolvimento da cria será afetado.

Mas, de quem é a culpa? Mais uma vez pode ser que a mãe seja, parcial ou totalmente, culpada. Em parte, quando ela possui todos os quesitos de uma boa matriz, porém o infeliz do criador não lhe deu o tratamento devido durante a lactação. Basicamente, os cuidados são a nível nutricional e sanitário. Animal bem alimentado não adoece. Com alguns cuidados, básicos, com a saúde, não tem erro!

Outra coisa que ajuda muito, muito mesmo, é não permitir que a cria mame após ter se tornado ruminante propriamente dito. Sim, como sabemos, os ruminantes possuem mais de um estômago, porém ao nascer, apenas um deles é funcional. Os demais levam algum tempo para se desenvolver de acordo com a espécie ou a raça. Ora, se a principal alimentação dos ruminantes é capim, logo não há que dar leite para um ruminante completo!




O software Capataz® cuida bem dessa parte. Ele dispõe de recursos que permitem ao usuário cadastrar, de maneira fácil, os pesos medidos de cada animal. Também, possui recursos que permitem a importação de pesagens realizadas em balanças eletrônicas. No caso de cadastramento, manual, das pesagens o usuário digita apenas o número do animal, a data da pesagem, e o peso medido. Com esses dados é que o Capataz® trabalha fazendo inúmeros e complexos cálculos para gerar uma gama de informações que permitirão conhecer se o desenvolvimento do animal está normal ou não. O Capataz® é crí-cri nesse ponto: até informar se o peso está abaixo, dentro ou acima do padrão da raça ele informa.

domingo, 22 de novembro de 2009

Escrituração Zootécnica - Parte III

:
Na primeira e segunda partes deste artigo tecemos comentários sobre o que é, e para que serve a Escrituração Zootécnica; e as vantagens em utiliza-la.

No que diz respeito à realização da Escrituração Zootécnica, vimos que, efetivamente, a melhor maneira de registrar as diversas ocorrências - de interesses zootécnico, econômico e financeiro - de uma fazenda de criação de gado é utilizando um programa de computador.

E o porquê disso? É que coletar e registrar os dados, tais como: data da cobertura, quem acasalou com quem, data do parto, tipo de parto, peso ao nascer, pesagens, tratamentos, vermifugação e vacinação (data e produto aplicado), etc. e etc. quando feita em caderno ou em ficha da muito trabalho e pouco resultado.

E por que pouco resultado? É que o que interessa, o importante, o objetivo da Escrituração Zootécnica é a geração de informações. Sim, isso mesmo! Informações, rápidas e precisas, tais como: quantas cabeças (total, por sexo, por categoria, etc.); quantos nasceram; quantos morreram (e suas causas); diversos Índices (mortalidade, prolificidade, fertilidade, cobertura, prenhez, IEP); quais fêmeas ainda não pariram (nulíparas) entre centenas de outras.

Todas essas e muitas outras informações, são derivadas dos dados coletados em campo (fazenda). Entretanto, para gerar essas informações a maioria das vezes é preciso fazer cálculos; muitos e complexos cálculos. Manualmente, seria quase impossíveis fazer esses cálculos em face da demora e dos custos! Entretanto, com um programa de computador especialmente desenvolvido para Escrituração Zootécnica as informações são obtidas com apenas um clic!

No mercado brasileiro existem alguns softwares nesse segmento. Um dos melhores softwares para Escrituração Zootécnica e Gerenciamento de Rebanhos é o Capataz® da Capataz Assessoria Rural. Veja a “cara” do sujeito:




O Capataz® é um programa enxuto, objetivo e fácil de usar, destinado ao controle de rebanhos e a escrituração zootécnica de Bovinos, Ovinos, Caprinos e Bubalinos. Armazena em seu banco, dados essenciais e suficientes para gerar informações úteis e precisas sobre o desenvolvimento e a performance de cada animal e do rebanho.

Seu foco é na matriz, por ser ela maioria em qualquer rebanho, além do que são elas que produzem as crias, objetivo principal de qualquer criatório. O Capataz® tem um cuidado todo especial pelas fêmeas. Procura controlar tudo delas. Para se ter uma idéia, o Capataz® armazena em seu banco de dados mais de 99 informações (dados) de cada animal.

Mas, e os machos? O Capataz® é exigente com os Reprodutores. Têm que mostrar serviço. Ser funcionais. Relata tudo, com detalhes. Se presta, se não presta. Quem cobre mais ou menos. Quem emprenha mais ou menos. Quem gera filhos mais pesados ou leves. E assim por diante. Ele tem em relatório chamado “Mapa da Capacidade de Serviço” que mostra o que cada um faz ou deixou de fazer dia a dia.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Escrituração Zootécnica – Parte II

::
Na primeira parte deste artigo, abordamos alguns dos fundamentos para o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento, quer seja pessoal ou profissional. Vimos que o planejamento, a organização, a gestão, as ações corretas e bem executadas dependem de informações, precisas e tempestivas. No mundo dos negócios de criação de bovinos, caprinos, ovinos ou bubalinos, por exemplo, essas regras se aplicam perfeitamente, uma vez que para um administrador de fazenda de gado possa gerir bem o seu negócio e fazer com que as matrizes produzam normalmente, ele precisa, diariamente, das informações produzidas pela Escrituração Zootécnica.

Discutimos, também, o fato de que a Escrituração Zootécnica só é viável quando realizada utilizando-se programa de computador especifico para tal. Pode parecer, a princípio, estranho afirmar isso; porém, se analisarmos que os dados registrados por si só são de pouca valia e o que vale e tem importância são as informações derivadas deles, fica fácil compreender que anotar os dados, coletados na fazenda, em cadernos ou em fichas vai gerar pouca ou nenhuma informação.

Para entender melhor o que acabamos de afirmar, imagine a ocorrência de um parto, coisa corriqueira em toda fazenda. Na ficha deverá ser anotado, no mínimo, os seguintes dados:

1) número da matriz que pariu;
2) data do parto;
3) quantidade de crias;
4) peso das crias.

Observe que são apenas quatro dados. Entretanto, sabemos que em um parto existem muitos mais dados de interesse zootécnico! Mais adiante teremos oportunidade de mostrá-los e discutir as razões e a importância deles.

Bem, mas voltemos às fichas. Anotamos, nas respectivas fichas de cada matriz, os partos bem sucedidos ou não. Agora, onde estão as informações de que preciso? Bem, se for somente saber, por exemplo, quantos partos determinada matriz realizou, basta pegar a sua ficha e contar cada anotação de parto.

Mas, e se eu quiser saber o IEP – Intervalos Entre Partos daquela matriz? Sabemos que essa informação é fundamental para uma boa gestão de um rebanho de matriz! Como é que vamos saber que os partos daquela matriz ocorreram dentro do padrão, sem conhecer o IEP? Logo, terei que calcular os tempos (em dias ou meses) entre um parto e outro de cada matriz em um rebanho de quinhentas! E se quisermos saber a média do IEP da fazenda? Complicou mais ainda!

Imagine, então, se no sistema de registro a ser implantado o fazendeiro quisesse que o parto fosse anotado da seguinte maneira:

1) número da matriz que pariu;
2) data do parto;
3) hora ou turno do parto;
4) condição do parto (fácil, normal, difícil);
5) tipo de parto (simples ou gemelar);
6) peso individual de cada cria
7) quantidade de crias;
8) sexo das crias, e
9) registro automático das crias.

Veja que são nove dados gerados em um único parto, que têm implicações zootécnicas importantes e que irão gerar várias informações essenciais na gestão do negócio. Entretanto, querer gerar informações precisas e tempestivas a partir de dados, como esses, armazenados em cadernos ou fichas é tarefa muito, muito difícil, para não dizer impossível.

Felizmente, existem no mercado brasileiro softwares especialistas em Escrituração Zootécnica. Um dos bons, muito bom por sinal, é o software Capataz®, desenvolvido pelo zootecnista Marco Aurélio Duarte, diretor técnico da Capataz Assessoria Rural.

“O Capataz®, é um software especialista em Escrituração Zootécnica para Bovino, Caprino, Ovino e Bubalino. É um programa enxuto, voltado na escrituração de eventos de interesse zootécnico e com foco na fêmea, por representar 99% das cabeças de um rebanho. Entretanto, não escapam do controle e das avaliações os reprodutores que servem o plantel.”, afirma o Zootecnista Aurélio.

Como em qualquer segmento, existem no mercado diversos softwares (na verdade não são tantos assim) para todos os gostos e preços. Alguns são complexos e caros. Estes, geralmente, além do controle zootécnico propriamente dito, possuem outras funcionalidades, tais como o módulo financeiro e outros recursos de pouca utilidade, diga-se de passagem, que tornam o sistema pesado e caro.

“A licença de uso do Capataz®, tem valor intermediário: não é o mais caro e nem o mais barato do mercado. Seu preço é compatível ao que se propõe. Aliás, posso afirmar, sem medo de errar, que o Capataz®, poderia ser até mais caro pelo que ele oferece. O Capataz®, vale cada centavo que é pago por ele. As informações geradas por ele não têm preço!”, sentencia Marco Aurélio.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sincronização de Estro

::
Perfil de progesterona e intervalo ao estro de receptoras bovinas sincronizadas com doses reduzidas de cloprostenol.

Objetivou-se comparar os efeitos da aplicação de diferentes doses de cloprostenol sódico (doses equivalentes a 50% da convencional), nas vias intramuscular (IM) ou intra-vulvosubmucosa (IVSM), sobre as taxas de sincronização, o intervalo da aplicação ao estro e a queda das concentrações séricas de progesterona (P4). Foram utilizadas 199 femêas - 103 fêmeas com histórico de estro e 96 sem histórico (apenas avaliadas pela palpação transretal, para se verificar presença de corpo lúteo característico) - divididas ao acaso em três tratamentos: 1 - 68 animais (38 com histórico de estro) receberam 1mL de cloprostenol via IVSM; 2 - 66 animais (33 com histórico de estro) receberam 1 mL via IM; 3 - 65 animais (32 com histórico de estro) receberam 2 mL via IM. Foram considerados os animais em estro até 96 horas após a aplicação. As concentrações séricas de progesterona foram analisadas por RIA às 0 e 48 horas após a administração do luteolítico. Não houve diferença entre os tratamentos nas taxas de sincronização (72,1; 53,0 e 64,6% respectivamente), nos intervalos da aplicação ao estro (69,3 ± 15,2; 67,9 ± 16,7; 68,3 ± 16,9 horas, respectivamente) e na queda percentual de P4 (79; 68 e 83%, respectivamente). Porém, quando os dados dos animais pertencentes aos dias 11 a 16 do ciclo estral foram agrupados e comparados com os animais dos dias 7 a 10 do ciclo, as taxas de sincronização foram diferentes (76,1 vs 55,5%). Concluiu-se que o cloprostenol sódico administrado em doses reduzidas em 50%, nas vias IM ou IVSM, apresentou efeito semelhante à dose convencional. Animais em fases medianas e tardias do diestro (dias 11 a 16 do ciclo estral) respondem melhor à sincronização com cloprostenol que animais em fase luteal inicial (dias 7 a 10 do ciclo).

Autor: GIOSO, Marilú Martins et al.

Resíduo de mandioca

::
Avaliação da substituição do milho pelo resíduo seco da extração da fécula de mandioca sobre o desempenho de novilhas mestiças em confinamento.

O objetivo neste trabalho foi avaliar o efeito da substituição total do milho pelo resíduo seco de mandioca sobre o desempenho de novilhas mestiças terminadas em confinamento. Foram utilizadas 30 novilhas mestiças com idade aproximada de 21 meses e peso vivo médio de 325 kg, agrupadas em dois lotes experimentais e alojadas em duas baias. Os dois lotes foram submetidos a um período pré-experimental de 49 dias, no qual receberam silagem de sorgo, à vontade, e concentrado à base de farelo de soja, milho e uréia (19,67% de proteína), na proporção de 1,05% do peso corporal. Nesta fase, apresentaram ganho médio diário (GMD) de 1,08 kg semelhante para os lotes. Em seguida, iniciou-se o período experimental (57 dias), com os animais pesando, em média, 378 kg. Um lote foi mantido sob a mesma dieta, enquanto o outro passou a receber o concentrado experimental, no qual o milho foi substituído pelo resíduo (18,12% de proteína), na proporção de 1,18% do peso corporal, e silagem à vontade. O GMD dos animais diferiu entre as dietas, com 0,97 kg para os animais da dieta controle e 0,78 kg para aqueles que consumiram o concentrado com o resíduo seco. O desempenho, a ingestão voluntária de matéria seca e a conversão alimentar foram inferiores para os animais que consumiram o concentrado com resíduo seco. A substituição do milho pelo resíduo seco de mandioca reduziu o desempenho, a ingestão e a conversão alimentar.

Autor: ABRAHAO, José Jorge dos Santos et al

Exigências nutricionais

::
Exigências nutricionais em macronutrientes minerais (Ca, P, Mg, Na e K) para novilhos de diferentes grupos genéticos.

Determinaram-se as exigências em macronutrientes minerais (Ca, P, Mg, Na e K) utilizando-se 44 novilhos não-castrados, pertencentes a quatro grupos genéticos (Nelore; F1 Nelore x Aberdeen-Angus; F1 Nelore x Pardo-Suíço e F1 Nelore x Simental), com média de 10 e 11 meses de idade e peso vivo inicial de 362 ± 35 kg. A ração experimental foi composta de feno de capim-braquiária (Brachiaria decumbens, Stapf.), farelo de soja, milho (grão moído), melaço em pó e suplementos de macro e micronutrientes inorgânicos. As exigências líquidas para ganho de peso, em cada macronutriente, foram obtidas por meio da derivada primeira de suas respectivas equações, estimadas a partir de regressão não-linear do conteúdo do nutriente (Ca, P, Mg, Na e K), em função do peso de corpo vazio do animal. Para conversão do peso vivo em peso de corpo vazio, utilizou-se a equação obtida a partir da regressão do peso corporal vazio dos animais experimentais em função de seus pesos imediatamente antes do abate. As exigências de mantença foram estimadas de acordo com as recomendações do NRC e ARC e os coeficientes de absorção adotados para os cinco macronutrientes foram aqueles propostos pelo ARC. O teste de identidade de modelos indicou não haver diferenças entre as equações de regressão para os minerais entre os quatro grupos genéticos estudados. Não foram verificadas, pela análise de variância, diferenças entre as exigências de macrominerais entre os diferentes grupos genéticos.

Autor: LEONEL, Fernando de Paula et al.